Projeto criado pelo Ministério das Comunicações prevê avanços e melhorias tecnológicas em nosso país nos próximos anos.

Adequar-se ao movimento de popularização da internet de banda larga por meio de fibra óptica, incluir cerca de 30 mil escolas públicas nesse projeto (que podem chegar a quase 130 mil até 2025), investir na tecnologia 5G (a quinta geração de tecnologia móvel), oferecer fibra óptica a 94% da população brasileira, incentivar o processo de desenvolvimento da internet das coisas; são alguns dos objetivos do Projeto Minha Cidade Inteligente, que faz parte do Programa Brasil Inteligente criado pelo Ministério das Comunicações.

A ideia é ampliar a tecnologia de fibra óptica também para o acesso da população rural à telefonia móvel de qualidade, inserí-las à comunidade internacional de telecomunicações, conectar a Amazônia por meio de cabos submersos; tudo isso para que até 2019, 70% das cidades sejam atendidas por essa tecnologia.

O conceito de Cidade Inteligente diz que determinadas localidades deverão ser cobertas por sistemas modernos de Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs), que permitam a inserção de pequenas comunidades no mundo digital, aprimorando sistemas de internet e implantando redes ultramodernas de coleta de dados para que se possam, através de estudos sobre os resultados alcançados, desenvolver aplicações que favoreçam a um maior acesso à informação por parte das populações menos assistidas.

Além disso, cada pequena comunidade deverá, por si só, ser capaz de formar técnicos que se responsabilizem pela manutenção dos equipamentos, para que haja um efetivo acesso à informação gerada no mundo.

Já aderiram ao projeto mais de 300 estados, que exigirão um investimento de mais de R$ 400 milhões de reais dos cofres públicos, até 2019, para a implantação da tecnologia, formação técnica de pessoal, campanhas publicitárias; enfim, para “universalizar o acesso à internet por meio da fibra óptica”, segundo o Ministério das Comunicações.

A participação do governo e dos municípios se dará da seguinte maneira: àquele, compete criar infraestrutura adequada, pontos de acesso, fiscalização de todo o processo, manutenção das redes de fibra óptica, oferecer suporte técnico, treinamento de pessoal e desenvolver softwares; enquanto aos municípios compete: determinar os locais específicos para a implantação das instalações fisicas, escritórios para a administração mais próxima do andamento do projeto, oferecer relatórios, além de administrar adequadamente os recursos.

No momento, os números não são nada animadores, pois de acordo com a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), apenas 5% de toda a banda larga disponível no Brasil é feita por meio de fibra óptica (dados de 2015), muito em função da crise econômica que desestimula o investimento das companhias nesse tipo de tecnologia.

Para José Alcântara, diretor de planejamento de uma das mais importantes empresas para o fornecimento de fibra óptica no Brasil, a Furukawa, “Estão implantando fibra óptica, mas antes (a demanda) era por cabos de grande formação e agora é por pequenos, que maximizam a capacidade da rede que já têm”.

Porém, tudo indica que a fibra óptica seja mesmo, futuramente, o principal objeto de investimento das operadoras de internet de banda larga, devido à necessidade de se integrarem às novas metas mundiais de desenvolvimento da Tecnologia de Informação e da Comunicação; além de que, com a modernização da banda larga, poderão oferecer um serviço de internet de qualidade que ao mesmo tempo aumente os seus lucros, com a adesão de novos clientes e minimize os transtornos com a manutenção de equipamentos.

Vivaldo Pereira da Silva


O ano de 2013 para a BlackBerry foi um furacão de problemas. Entretanto, a empresa parece estar retomando o rumo das coisas. As idas e vindas, ao que deu a entender, já estão com os dias contados. De acordo com as informações divulgadas no site The Verge a BlackBerry informou que retirou a placa de “vende-se” de sua “cara”.

As novidades não param por aí. A fabricante de smartphones receberá uma injeção de US$ 1 bilhão de sua maior acionista, a empresa Fairfax Financial Holdings. Como se não bastasse a “ajuda” ela ainda se propôs a ficar com mais de US$ 250 milhões dos títulos de dívidas. Lembrando que no mês de setembro deste ano a Fairfax havia iniciado a oferta de US$ 9 por cada ação da empresa de origem canadense. Ainda assim passou por maus bocados para fechar a compra no valor de US$ 4,7 bilhões.  O objetivo na época era conseguir adquirir todas as ações da BlackBerry que estavam no mercado e que não pertenciam a Fairfax (esta tem cerca de 10% das ações).

Mesmo com os novos anúncios feitos as ações da empresa continuaram a cair no início desta semana.

A BlackBerry também terá um novo CEO para lidar com a tormenta: Prem Watsa, CEO da Fairfax. Além de líder da direção ele também ocupará a posição de presidente do comitê de remuneração e governança da empresa.

As mudanças – e são muitas – não param por aí. A companhia canadense ainda deverá passar por uma mega reestruturação organizacional. Isso começa a ocorrer lá do topo. O primeiro atingido será o diretor executivo Thorsten Heins. O seu substituo será o CEO interino John S. Chen, que possui certa experiência no mercado móvel e poderá contribuir para o desenvolvimento de novas tecnologias na empresa. Chen também ocupará o posto de presidente executivo do Conselho de Administração da BlackBerry.

Em número o prejuízo apresentado pela empresa é de US$ 934 milhões. No ano passado foram dispensados cinco mil trabalhadores e até o fim de 2013 40% dos atuais também deverão ficar sem emprego.

Por Denisson Soares

BlackBerry

Foto: Divulgação


A demanda por celulares pré-pagos tem crescido a cada dia no mercado brasileiro. De acordo com pesquisa divulgada recentemente, o mercado de celular pré-pago no país cresce cerca de 20% por ano, o que significa um momento de mais de R$ 25 bilhões ao ano. Por esse motivo, diversas empresas do setor aumentaram os seus investimentos voltados para a conexão desses aparelhos.

Um dos pontos que irão receber um dos maiores investimentos é o relacionado às transações via telefone. Esse serviço serve como uma ligação entre os prestadores de serviços e produtos e os consumidores. Outro forte investimento que será feito por parte das operadoras é com relação à compra de recarga para esses celulares. Cada vez mais as companhias procuram aperfeiçoar os terminais conhecidos como Point-of-sale, nesses terminais usuários podem realizar recargas de forma mais rápida e simplificada, sendo que o pagamento poderá ser veio via cartão de crédito, que deverá ser previamente cadastrado. 

Segundo alguns especialistas, como Valmor Bosi, Ceo da RV Tecnologia, os números referentes a esse mercado no Brasil é impressionante, o que acontece aqui, segundo ele, não se repete em outros países, os terminais em alguns lugares já estão consolidados, sendo que por esse motivo o uso dos antigos cartões usados para fazer essas recargas teve uma queda considerável.

Por Joyce Silva


A Telefônica, uma das principais empresas instaladas no Brasil, retificou informações apregoadas durante esta semana de que investirá R$ 5 bilhões no país. De acordo com a empresa, a aplicação financeira será, na verdade, de R$ 3,5 bilhões.

O portal de economia do Estadão indica, conforme mencionado pela assessoria de imprensa da Telefônica, que a companhia destinará R$ 2,3 bilhões à telefonia fixa e o restante à Vivo, operadora de telefonia móvel.

O valor anunciado pela Telefônica é praticamente similar ao destinado em 2009, quando R$ 3,4 bilhões foram aplicados em todo o Brasil.

Por Luiz Felipe T. Erdei





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