As prestadoras de telefonia móvel ficaram novamente aquém das expectativas e do plano de metas da Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações. Por lei elas não são obrigadas a cumprir de maneira integral os contratos e parece que elas não desejam isso mesmo, tamanho o descaso com que tratam seus clientes. O relatório divulgado na sexta-feira, dia 25 de outubro, mostra que a banda larga móvel e fixa de algumas prestadoras não cumprem as metas.

Entre as fixas, Oi, NET, GVT, Algar e Sercomtel deixaram a desejar, enquanto as prestadoras de internet móvel Oi, Vivo e TIM também decepcionaram. As medições foram feitas em setembro e as prestadoras Claro, Sercomtel, Nextel e Algar na telefonia móvel ficaram dentro dos padrões e a Ajato e Cabo Telecom não apresentaram grandes falhas na telefonia fixa.

Os serviços das prestadoras foram avaliados nos Estados de Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Alagoas, Bahia, Santa Catarina, Espírito Santo, Sergipe e Rio Grande do Sul. Em ambos os casos, foram verificadas as conexões de mais de 50 mil clientes permitindo a melhoria do serviço e a cobrança por parte da Anatel.

Banda larga

Foto: Divulgação

Entre os quesitos avaliados estão a velocidade média em determinado período, levando em consideração a velocidade da conexão quando o usuário está baixando algum arquivo, instabilidade na recepção de dados, perda de pacote de dados, transmissão de dados e outros itens. A medição da telefonia fixa foi feita por meio de voluntários, que se dispuseram a informar os dados à Agência. Já a medição da telefona móvel foi feita por meio de acompanhamentos da taxa de transmissão com download e taxa de transmissão média, levando em consideração a velocidade instantânea do mês.

Segundo a Anatel as medições ocorrerão, inicialmente, no Rio de Janeiro e logo depois nos demais Estados listados acima. Os usuários que desejarem ser voluntários na medição da internet banda larga móvel, poderão fazê-lo no site www.brasilbandalarga.com.br, sem riscos de represália das prestadoras. 

Por Robson Quirino de Moraes


Uma pesquisa realizada pela empresa Huawei, em parceria com a consultoria Teleco, revelou que a banda móvel no Brasil apresentou números expressivos em 2011. De acordo com o estudo, os acessos móveis atingiram a marca de 41,1 milhões de conexões, o que representa um aumento de quase 100%, quando comparado ao ano anterior. Em 2010 esses acessos contabilizavam 20,6 milhões. De acordo com a pesquisa, a cobertura já atinge 84% da população brasileira, o que significa um aumento de mais de 15%. Ao todo, cerca de 50% dos municípios do Brasil já contam com o serviço. Em 2010 apenas 23,4% possuíam esse tipo de cobertura. A previsão é que esse crescimento continue acentuado nos próximos anos, sendo que em 2012 o número de acessos poderá superar a marca de 70 milhões. Em 2014 é possível que os acessos cheguem a 124 milhões. O resultado com relação ao serviço de banda larga móvel não apresentou saldo positivo apenas no Brasil, de acordo com estimativas divulgadas pela UIT – União Internacional de Telecomunicações, também houve crescimento no resto do mundo (o aumento médio foi de 26,2%). Os números referentes à banda larga fixa também são positivos, o crescimento nesse setor foi de 19,6% em 2011, onde foram registrados 16,5 milhões de acessos utilizando o serviço. 


O segmento da telefonia móvel no Brasil tem crescido vastamente nos últimos anos, tanto que quase todos os brasileiros, numa média geral, possuem aparelhos celulares, desde adolescentes a idosos. Opções não faltam à população, tanto no que diz respeito às modalidades pré e pós-paga até operadoras disponíveis, como é o caso da Vivo, Tim, Claro e Oi.

Na medida em que o número de linhas se estende pela nação, aumentam também as reclamações contra as empresas responsáveis por gerir seus sinais. Por isso, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) dispôs um canal pelo qual a população pode contribuir à melhoria dos serviços, desde que o consumidor acesse um formulário online à Consulta Pública 27 – abarca também banda móvel.

No princípio desta semana a Anatel decidiu prorrogar para até dia 15 do próximo mês as opiniões a serem colhidas. Reportagem do Estadão acena que a CP nº 27 tem em um de seus textos aprovados o estabelecimento de metas de qualidade para o acesso móvel à rede mundial de computadores, não cerceado na regulamentação anterior, uma vez que o serviço na ocasião ainda não existia no Brasil.

O Comitê de Defesa dos Usuários de Serviços de Telecomunicações (CDUST) e a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor do Paraná (Procon-PR) foram os responsáveis pela solicitação e a estipulada prorrogação e publicada no Diário Oficial da União.

Por Luiz Felipe T. Erdei


Uma pesquisa realizada pela Huawei, em parceria com a Teleco, revelou que o número de pessoas que usa a internet móvel 3G é superior ao número de usuários da Banda Larga doméstica. De acordo com a pesquisa, hoje, 11,9 milhões de pessoas tem acesso à internet 3G, enquanto 11,8 usam a Banda Larga fixa. A diferença não é tão grande assim, mas pela primeira vez o 3G passou a Banda Larga.

A pesquisa ainda aponta o crescimento do setor de 3G que, de 1,5 milhões de usuários nos primeiros meses de 2009, subiu para 8,7 milhões um ano depois. Acompanhando o crescimento do 3G, os smartphones com modem compatível também tiveram mais procura no mercado, o que acarretou um aumento de 170% nas vendas entre o início de 2009 e de 2010.

Por Camila Porto de Camargo

Fonte: IDG Now





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