Tecnologia 4G – Anatel vendeu 54 lotes em leilão

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A quarta geração da telefonia móvel já é um assunto debatido no Brasil. Nos dias 12 e 13 desse mês, a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) ofereceu, por meio de leilão, 273 lotes para que as companhias de telefones celulares possam oferecer essa nova tecnologia aos seus clientes.

Entretanto, o leilão não foi tão bom como esperado. Apenas 54 lotes foram disputados e adquiridos pelas principais operadoras de telefonia móvel do país. Dos R$ 3,85 bilhões esperados pela Anatel, foram arrecadados apenas R$ 2,93 bilhões.

Apesar da comercialização de apenas 20% dos lotes, o ministro das comunicações, Paulo Bernardo, afirmou estar satisfeito com o resultado: “Não é uma questão de olhar apenas quanto entrou no caixa. Estamos no meio de uma crise mundial, mas tivemos uma empresa de capital majoritário espanhol, que comprou um lote por R$ 1.050 bilhão, com obrigações de fazer também a internet rural. Isso mostra que o Brasil é visto como um país onde vale a pena investir. Ficamos bem contentes porque os lotes principais foram vendidos. Vamos agora ter pelo menos cinco competidores oferecendo 4G em todas as grandes cidades do Brasil. Isso é expressivo porque em poucos lugares do mundo há tantos competidores”.

O ministro ainda comentou que praticamente metade dos municípios brasileiros será beneficiada com a nova tecnologia. De acordo com ele, as empresas vencedoras terão que implementar a tecnologia dentro dos prazos estabelecidos, além de ampliar a cobertura do sinal 3G para os municípios que ainda não contam com essa tecnologia.

O 3G ainda é desconhecido para 50% dos municípios, que representam 20% da população nacional.

Para que os lotes remanescentes sejam comercializados, Paulo Bernardo informou que será necessária a aprovação do Tribunal de Contas da União (TCU), mas que tal aval geralmente é concedido. Para ele, o preço mínimo do primeiro leilão poderia estar um pouco elevado, tornando inviável a participação de pequenas empresas, o que explicaria a comercialização de apenas um quinto do total de lotes disponibilizados.

Por Rodrigo Alves de Oliveira


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